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Produção olivícola caiu 75% |
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09-Set-2008 |
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2008 será um mau ano de azeite para a olivicultura transmontana. As quebras variam entre 35 e 75% devido à mortalidade efectiva de olival provocado pela geada, cujos efeitos se vão sentir nos próximos cinco anos.A Associação de Olivicultores de Trás-os-Montes e Alto Douro (AOTAD) prevê quebras no capital produtivo regional importantes na campanha olivícola 2008-2009. A associação comprovou prejuízos nas explorações de 773 olivicultores, e as estimativas apontam para consequências negativas em 353 hectares de olival novo e 942 hectares de olival antigo, o equivalente a 69 015 oliveiras novas e 126 722 oliveiras antigas, mas estes valores poderão ter uma dimensão muito mais significativa.Constatou-se que existem situações concretas de olival que morreu e não uma simples perda ou redução da produção anual. Por outro lado, há uma quantidade significativa de oliveiras que sendo afectadas não morreram, no entanto a sua produção este ano e nos próximos está praticamente reduzida a zero. Para o responsável pela Associação de Olivicultores, António Branco, este cenário representa uma efectiva perda de capital produtivo regional que poderá representar uma significativa redução da produção bruta regional e, ainda mais grave, o abandono da produção por parte de alguns olivicultores. Há um agricultor que plantou cinco mil hectares nos últimos quatro anos, fez um grande investimento e perdeu tudo , exemplificou.
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