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Carrinho de compras está mais leve |
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05-Mai-2009 |
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Trocámos a carne por salsichas e conservas. Passámos a gastar mais dinheiro em massas e leguminosas para assegurar a base da alimentação. E abdicámos dos snacks e dos chocolates. A crise trouxe mais cautela à mesa. Se há indicador que a crise parece ter deixado ileso é o consumo de bens alimentares.À semelhança do que aconteceu nos últimos meses de 2008, também o início deste ano mostra que os portugueses preferem abdicar de outros luxos, como as idas aos restaurantes, mas continuam avidamente a encher a despensa de casa. Mais até do que o normal em alturas de maior estabilidade económica.Há, no entanto, produtos que já não entram tão facilmente no carrinho de compras nacional, como a carne vermelha e os doces. São considerados acessórios, ao contrário do que se passa com bens mais acessíveis e que servem de base a refeições mais económicas, como as conservas e as massas. Isto sem contar com o fenómeno das marcas próprias (comercializadas pela grande distribuição), cuja quota de mercado tem vindo sempre a aumentar nos últimos tempos. Uma mudança de hábitos que tem como grande meta a poupança.Dados do primeiro trimestre de 2009, cedidos pela empresa de estudos de mercado TNS, revelam que as compras nos supermercados e hipermercados aumentaram 2,9 por cento em volume e 3,9 por cento em valor. Subida que, além de provar que os consumidores não deixaram de lado a alimentação, mostra que estão a gastar mais dinheiro nestes espaços comerciais. E é precisamente nos produtos de mercearia que mais concentram as suas despesas.
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