| Capturas de peixe caíram 13,6 por cento em Portugal |
| 24-Fev-2010 | |
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O ano de 2009 foi mau para o sector pesqueiro nacional. As estimativas de desembarques avançadas pela Direcção-Geral das Pescas e Aquicultura apontam para uma redução de 13,6 por cento no volume total de peixe descarregado nos portos nacionais. Um drama para um povo guloso por peixe como o português. Condições climatéricas menos favoráveis à actividade - rigor do Inverno, principalmente -, redução das quotas de pesca que todos os anos são impostas pela União Europeia para preservar os stocks, desaceleração da produtividade das embarcações são as razões que estão por detrás deste recuo. O decréscimo de receitas geradas pelo sector não deixará de produzir efeitos nas comunidades locais em que a pesca é, praticamente, o único meio de sobrevivência das famílias - tanto no continente como nas ilhas. O cenário é inquietante para Portugal. Para o terceiro maior consumidor de peixe de todo o mundo, uma redução de 24 mil toneladas de pescado tem consequências. Cada português come em média, por ano, 59 quilos de pescado. A solução é recorrer à importação de animais frescos, congelados e salgados. As compras ao exterior custaram, no ano passado, mil milhões de euros a Portugal. As receitas provenientes da venda ao estrangeiro ficaram-se pelos 384 milhões de euros, o que deixou o saldo da balança comercial em 616 milhões de euros negativos. A frota portuguesa pescou, em 2009, 153 mil toneladas de peixe nas águas nacionais, em Espanha e no Norte de África. É um recuo de praticamente 24 mil toneladas face ao ano anterior, que tinha sido um dos melhores da década, mas fica também abaixo das 167 mil toneladas descarregadas nos portos nacionais em 2007. Ler mais: Notícias - Directório Alimentar |