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Na fábrica de chá Gorreana, das mais antigas da Europa, à primeira vista parece que o tempo não passou desde que começou a produção de uma das marcas nacionais mais prestigiadas, há 125 anos.No entanto, as máquinas antigas ou o pequeno grupo de mulheres que escolhe e empacota o chá à mão são, afinal, o segredo da produção do chá Gorreana.Nos anos 70, a fábrica dirigida por Hermano Mota ainda tentou aderir aos processos mais mecanizados de fabrico do chá, mas a reacção dos clientes habituais não foi a melhor. Quando chegámos lá com os nossos novos tipos de chá, houve um que me disse: 'Chá desse vende a Argentina a 2 escudos e meio o quilo. Se quiseres continuar a vender chá, e eu continuo-te a comprar chá, vais ter de fazer o chá ortodoxo, que sempre fizeste' , recorda Hermano Mota.Esse chá tradicional da Gorreana era o produzido pelo método ortodoxo, que obriga ao enrolar das folhas - que pelos métodos mais modernos são pisadas ou esmagadas - e ao qual a fábrica regressou, com sucesso, até hoje.Da pequena fábrica da Gorreana, na costa norte de São Miguel (Açores), com apenas 12 funcionários, saem anualmente 38 toneladas de chá, entre o preto, com três variedades diferentes, e o verde, o que tem actualmente mais saída pelos seus benefícios para a saúde.
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