| A corrida para a segurança alimentar |
| 19-Dez-2007 | |
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Há um ano o mundo parecia estar a caminho de uma terra incógnita. O preço do barril de petróleo estava prestes a atingir a barreira dos cem dólares. Nos mercados internacionais, metais industriais como o cobre e alumínio vendiam-se a preços extremamente elevados. No mundo agrícola reinava um choque alimentar. O preço dos cereais, carne, leite e pão disparou e criou graves problemas políticos a uma série de governos.Um ano depois, refere Álvaro Monjardino, em artigo de opinião no Expresso, o que é que vemos? Bem, vemos que continuamos numa terra incógnita. O problema é que esta terra incógnita parece ser radicalmente diferente da do ano passado. O preço do barril de petróleo para entrega daqui a uns meses está na casa dos quarenta e cinco dólares. É provável que as medidas que a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) venha a tomar na próxima quarta-feira não consigam impedir a descida do preço do petróleo para a casa dos quarenta dólares no mês de Janeiro. Se isto acontecer, estamos a falar de uma descida na casa dos setenta por cento em relação aos preços de Julho passado. No mercado dos metais industriais, o cenário não é muito diferente. O cobre, por exemplo, desceu quase setenta por cento desde o Verão. Nos mercados agrícolas, os preços da soja, milho e trigo desceram entre os quarenta e cinco e os sessenta por cento desde o início do ano. O consumo de carne parece estar a diminuir. Se isto se confirmar, o preço do milho - um cereal essencial na alimentação do gado - nos mercados internacionais vai descer ainda mais ao longo de 2009. Ler mais: Notícias - Directorio Alimentar |