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Segurança Alimentar
As Etapas do HACCP
| As Etapas do HACCP |
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| 07-Abr-2008 | |
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1.ª Etapa
Constituição da Equipa HACCP A Equipa HACCP é a estrutura operacional indispensável ao desenvolvimento da acção. Ela reúne elementos da empresa que possuam conhecimentos específicos e uma experiência apropriada ao produto considerado, estando directamente implicados na construção e controlo da segurança. Regra geral, é constituída por:
A estrutura da equipa HACCP é funcional e não hierárquica. Duma forma prática, após uma formação prévia dos elementos da equipa em HACCP, esta:
2.ª Etapa Descrição do Produto Trata-se aqui de proceder a uma verdadeira auditoria do produto, isto é, ao estudo e à descrição completa das matérias primas, dos ingredientes, dos produtos em laboração e dos produtos acabados. Para um produto acabado, por exemplo, procurar-se-á em particular precisar:
3.ª Etapa Identificação do Uso Esperado Esta fase completa as informações precedentes e leva a precisar a durabilidade esperada, as modalidades “normais” de utilização do produto, as instruções dadas para a utilização. 4.ª Etapa Descrição do Processo de Fabrico Nesta fase efectua-se, após a auditoria do produto, a auditoria do processo, com o objectivo de se identificar e avaliar, no decorrer das fases ulteriores do estudo, o papel dos elementos e factores ligados ao processo e ao seu ambiente. No decorrer desta fase, o processo estudado é dissociado em cada uma das suas etapas elementares. O desenvolvimento das outras fases será facilitado pela representação das etapas elementares identificadas sob a forma de diagrama: o diagrama de fabrico (diagrama de fluxo, fluxograma). A elaboração deste fluxograma será completa, para cada etapa elementar do processo, pela colheita de toda a informação útil referente à natureza do processo em estudo, sua função, equipamento e material, as características (objectivos, parâmetros, dificuldades) do processo, os fluxos internos, o ambiente (ar, água, contactos, pessoal)... 5.ª Etapa Verificação do Fluxograma no Local Fase indispensável para assegurar simultaneamente a fiabilidade do fluxograma e a exaustão das informações recolhidas; terá lugar no local e durante as horas de funcionamento da fábrica. 6.ª Etapa Análise de Perigos e Identificação de Medidas Preventivas Trata-se de uma fase chave da sequência. Quando a análise de perigos não foi efectuada aquando do início do estudo (etapa 1), a análise deve começar por um estudo geral, visando definir o conjunto de perigos referentes ao produto ou os perigos específicos pertencentes a uma categoria determinada (perigos de natureza microbiológica, química ou física...) Procede-se, em seguida, considerando separadamente os perigos específicos identificados: Listeria, defeito de textura, etc. A análise consiste, então, para cada perigo considerado ou para cada etapa elementar identificada no fluxograma, em:
Para ser eficaz, este trabalho deve ser muito bem estruturado. O recurso a diversas ferramentas da qualidade é sempre extremamente útil. As medidas preventivas correspondem às actividades, acções ou técnicas requeridas para eliminar os perigos identificados ou reduzir a sua ocorrência a níveis aceitáveis. A equipa HACCP deve elaborar a lista sabendo que:
7.ª Etapa Identificação dos Pontos Críticos de Controlo (PCC) Os PCC correspondem a pontos, etapas operacionais, procedimentos que podem e devem ser controlados a fim de se eliminar um perigo ou minimizar a probabilidade do seu aparecimento. Serão considerados PCC, os pontos, etapas operacionais ou procedimentos onde a ausência (ou perda) do controlo arraste um risco inaceitável para o consumidor em termos de segurança. Dum modo geral, os PCC correspondem, consoante os casos, a:
8.ª Etapa Estabelecimento de Limites Críticos para cada PCC Para cada PCC identificado, a equipa HACCP deve especificar valores alvo (limites críticos) ou tolerâncias cujo respeito é imperativo para assegurar o controlo efectivo do PCC. Valores alvos ou tolerâncias podem ser relativos a uma (ou várias) característica(s) física(s), química(s), microbiológica(s) ou sensorial(is) do processo e/ou do produto. 9.ª Etapa Estabelecimento de um Sistema de Vigilância (Monitorização) Trata-se aqui de estabelecer, com precisão, os planos, métodos e dispositivos necessários para efectuar as observações, testes ou medições, permitindo assegurar que cada exigência formulada para cada PCC (procedimentos operacionais, valores alvo ou tolerâncias) é efectivamente respeitada. Idealmente, estes sistemas deveriam assegurar uma vigilância contínua, ou a 100% da produção, fornecendo a informação requerida em tempo útil, a fim de permitir que a partir de acções correctivas se retomasse o controlo do processo antes que fosse necessário rejeitar o produto. Na prática a vigilância é mais frequentemente descontínua:
São preferíveis métodos dando uma resposta rápida:
Os métodos microbiológicos são pouco utilizáveis neste quadro (falta de rapidez, amostragem demasiado importante para ser estatisticamente significativa). São no entanto, insubstituíveis para verificar que o sistema funciona eficazmente. Em qualquer caso, há que:
10.ª Etapa Acções Correctivas São acções que devem ser imediatamente empreendidas quando o sistema de vigilância revela ausência ou perda de controlo dum PCC. Elas devem ser previstas para cada PCC, devem permitir uma reacção imediata, a eliminação do perigo e assegurar o retorno do controlo de cada PCC e, ainda, comportar disposições relativas à gestão dos produtos afectados pelo desvio observado. As acções correctivas identificadas devem ser objecto de procedimentos operacionais específicos. A sua execução e os resultados correspondentes devem ser objecto de registos apropriados. 11.ª Etapa Sistema Documental Um sistema documental prático e preciso é essencial para a aplicação do Sistema HACCP. Comporta dois tipos de documentos:
12.ª Etapa Verificação Esta etapa consiste em definir as actividades, métodos testes a executar para se verificar se o sistema HACCP (soma das etapas precedentes) funciona eficazmente. Por outras palavras, a verificação corresponde à validação do sistema e à determinação da sua aptidão em satisfazer as exigências da segurança. A empresa deverá ter instruções escritas para a recepção das matérias primas e subsidiárias, armazenagem à temperatura ambiente, armazenagem pelo frio, preparações, transformações, distribuição, etc. A verificação abarca dois aspectos:
Em todo o caso, cabe à equipa HACCP organizar a verificação (modalidade, periodicidade, actividades a pôr em curso, métodos a utilizar) e formalizar os procedimentos. Toda a actividade de verificação empreendida dá lugar a um relatório. |
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